Pessoas com deficiência ainda têm dificuldade de ingressar no mercado de trabalho

24/05/2013 17h52 – Atualizado em 24/05/2013 17h52

Em Açailândia, situação é ainda mais crítica, de acordo com a Apae. 
Sine afirma que nenhuma empresa da região ofereceu vagas este ano.
 Do G1 MA, com informações da TV Mirante

Uma lei determina que empresas com mais de 100 funcionários destinem entre 2% e 5% das vagas para deficientes, mas, na prática, isso é bem diferente. Em Açailândia, as pessoas com deficiência ainda têm dificuldades para ingressar no mercado de trabalho.

O preconceito é uma das principais barreiras da contratação. A assistente financeira Rosana Pereira trabalha em uma empresa há 14 anos. Ele teve paralisia infantil aos 4 anos e afirma que antes de ser contratada, passou por muitas dificuldades. “Eu via que tinha aquele olhar de diferença. Por eu ser deficiente, muitos achavam que eu não tinha capacidade de trabalhar no ramo da empresa deles”, disse a assistente.

Ela faz parte do quadro de funcionários das poucas empresas que cumprem a cota. A lei nº 8213, de 1991, define cotas para empresas contratarem pessoas com deficiência. “Logo que tive a oportunidade, eu abracei. Superei. As pessoas admiram porque eu trabalho e não vi na deficiência um obstáculo. Se a pessoa tem estudo e capacidade, as empresas deveriam dar oportunidade a ela”, opina Rosana.

Segundo a coordenadora de projetos da Apae, muitos alunos estão aptos ao trabalho, mas não têm oportunidades. “Aqui em Açailândia eu desconheço a empresa que cumpre totalmente a lei, na proporção certa de pessoas com deficiência para a quantidade de funcionários”, afirmou Maria Cristina da Conceição.

Segundo o diretor do Sine, desde o início do ano, nenhuma empresa da região ofereceu vagas para pessoas com deficiência. A curto prazo, o poder público deve realizar uma fiscalização para analisar se está havendo o cumprimento da lei. “As empresas ainda não dispuseram as vagas que têm para deficientes e não houve procura ainda por parte de deficientes. Estamos com projeto para trabalharmos essas intermediações”, informou o diretor do Sine, Heliomar Laurindo.

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